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segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Rasputin e a profecia

Pouco antes de morrer, Grigori Rasputin enviou uma carta ao que seria o último czar da Rússia, Nicolau II, na qual fazia uma predição inquietante para a família real Romanov que suporia o assassinato do próprio czar, da czarina e de todos seus filhos:

"... tenho o pressentimento de que morrerei antes de 1º de janeiro (1917).

Se eu for assassinado por gente comum, especialmente por meus irmãos os camponeses russos, então o czar da Rússia não deve se preocupar por seus filhos, que reinarão na Rússia outros cem anos, mas se eu for assassinado pelos boyardos e nobres (suas relações) digo que ninguém da sua família, nenhum de seus filhos, viverão mais de dois anos. Eles serão assassinados pelo povo russo.

...Vou ser assassinado. Já não estou entre os vivos. Reza, reza, seja forte, pensa em tua família...

Grigori



Petrogrado (São Petersburgo), é noite do dia 29 de dezembro de 1916. O Príncipe Félix Yusupov convidou Rasputin para ir a seu palácio. Encontram-se presentes também, entre outros nobres, o primo do czar, o grande duque Demetrio Romanov.

Apesar de beber o vinho que Félix e Demetrio tinham previamente envenenado... Rasputin não morre.

Quando o veneno falha, Félix Yussopov dispara em Rasputin pelas costas... o monge também não morre.

Outros conspiradores fazem novos disparos. Um dos tiros atinge a cabeça... mas Rasputin não morre.

O Príncipe Yussupov também golpeia Rasputin com uma porrete de madeira... O monge segue vivo.


Finalmente, envolvem o corpo em uma lençol e levam-no em um carro até o quase congelado Rio Neva, onde jogam o corpo. Dois dias depois, quando o corpo foi recuperado no rio, a autópsia revelou que seus pulmões estavam cheios de água: Rasputin morreu por afogamento, e com seus braços em posição vertical, como se tivesse lutado por sair do gelo.

Três meses após o assassinato de Rasputin, perpetrado pela mão dos nobres, Nicolau II abdicou como czar (março de 1917). E menos de dois anos mais tarde, o resto da predição do "monge louco" se realizou: nenhum membro da família sobreviveu à execução na madrugada do 17 de julho de 1918.

Muito falou-se sobre esta predição de Rasputin sobre sua morte, alguns falam de profecia e maldição do monge louco. No entanto, o que sim podemos dizer com segurança a estas alturas é que por aqueles anos, Rasputin tinha se transformado em um personagem muito poderoso e influente e colecionava um grande número de inimigos.

O próprio Rasputin, sempre bem informado, sabia disso e como ele próprio previu: se não fossem uns (o povo) seriam outros (os nobres) que acabariam com sua vida. O que não sabiam é que ia custar tanto.

Nota: Algumas investigações recentes pintam um quadro diferente sobre a morte de Rasputin, inclusive afirmam que em seu assassinato participaram diretamente os serviços secretos britânicos.

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