No interior de um rolo de filme
Se você abrir um rolo de filme colorido de 35 mm, encontrará uma longa tira de plástico de várias camadas. O elemento essencial do filme é chamado de base e começa como um material plástico transparente (celulóide) com 2 a 4 milésimos de centímetro de espessura. A parte de trás do filme (em geral, brilhante) tem várias camadas, ncessárias para o manuseio do filme durante as etapas de fabricação e processamento.
Mas é no outro lado do filme que estamos mais interessados, pois é onde a fotoquímica acontece. Aqui há vinte ou mais camadas individuais que, juntas, somam menos do que três milésimos de centímetro de espessura. A maior parte desta espessura é ocupada por um aglutinante especial que mantém os componentes da imagem juntos, chamado gelatina. Uma versão especialmente purificada da gelatina comestível é usada para fotografia - sim, a mesma coisa usada para fazer gelatina mantém o filme compacto, e já é assim há mais de 100 anos! A gelatina vem da pele e dos ossos dos animais. Portanto, há uma conexão importante entre uma vaca, um hambúrguer e um rolo de filme que você provavelmente nem imaginava.
Algumas camadas sobre o filme não produzem imagens. Elas estão lá para filtrar a luz ou controlar algumas reações químicas nas etapas de processamento. As camadas formadoras da imagem contêm grãos de tamanho menor que um mícron de cristais haleto de prata que agem como detectores de fótons. Esses cristais são a alma do filme fotográfico. Eles passam por uma reação fotoquímica quando expostos a várias formas de radiação eletromagnética, como a luz. Além da luz visível, os grãos de haleto de prata podem ser sensíveis à radiação infravermelha.
Os grãos de haleto de prata são industrializados combinando nitrato de prata e sais halóides (cloreto, brometo e iodeto) de maneiras complexas que resultam em uma série de tamanhos, formas e composições de cristais. Em seguida, esses grãos primitivos são quimicamente modificados na sua superfície para aumentar a sensibilidade à luz.
Os grãos não modificados são sensíveis apenas à porção azul do espectro e não são muito úteis em filme de câmera. Moléculas orgânicas conhecidas como sensibilizadores espectrais são adicionadas à superfície dos grãos para torná-los mais sensíveis à luz azul, verde e vermelha. Essas moléculas devem absorver (anexar) para a superfície do grão e transferir a energia de um fóton azul, verde ou vermelho para o cristal de haleto de prata como um fotoelétron. Outros materiais químicos são adicionados internamente ao grão durante o processo de formação ou na sua superfície. Esses materiais afetam a sensibilidade do grão à luz, também conhecida como sua velocidade fotográfica (classificação ISO ou ASA).
Opções de filme
Ao comprar um rolo de filme para sua câmera, você tem muitas opções. Em geral, os produtos que têm a palavra "cor" no nome são usados para produzir revelações coloridas que você pode segurar e visualizar. Os negativos que são devolvidos com suas cópias são as exposições feitas na câmera. Os produtos que têm a palavra "cromo" no nome produzem uma transparência colorida (slides) que requer algum tipo de projetor para visualização. Nesse caso, os slides devolvidos são o próprio filme que foi exposto na câmera.
O filme vem com uma avaliação da ASA (American Standards Association - Associação Americana de Padrões) ou da ISO (International Standards Organization - Organização Internacional de Padrões) que indica sua velocidade. As escalas da ISO e da ASA são idênticas. Aqui estão algumas das velocidades mais comuns de filmes:
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Assim que tiver decidido entre fotos impressas ou slides, a próxima decisão a tomar é sobre a velocidade do filme. Em geral, a classificação da velocidade relativa faz parte de seu nome (MYColor Film 200, por exemplo). Em geral, as classificações ISO e ASA também estão impressas na caixa. Quanto mais alto o número, mais "rápido" o filme. "Mais rápido" significa maior sensibilidade à luz. Um filme mais veloz é desejável ao se fotografar objetos que estão se movendo rápido mas que você quer ver focados ou objetos em ambientes pouco iluminados sem o uso de flash.
Filmes mais rápidos usam grãos de haleto de prata maiores. Esses grãos maiores podem resultar em uma aparência suja ou "granulada" da foto, principalmente se você planeja fazer ampliações a partir do negativo de 35-mm. Os fotógrafos profissionais podem usar um filme negativo em um formato maior para reduzir o grau de ampliação e o efeito de granulação nas cópias. A relação entre a velocidade fotográfica e os grãos é um fundamento da fotografia convencional. Os fabricantes de filme fotográfico sempre estão fazendo melhorias que resultam em filmes mais rápidos com menos grãos.
Um filme de velocidade lenta é desejável para fotografias de retrato, em que a luz pode ser controlada, já que o motivo da foto não está se movendo, e é provável que você faça ampliações. Os grãos mais finos de haleto de prata nesse tipo de filme produzem melhores resultados.
O fotógrafo amador avançado pode encontrar designações extras de filme como balanceado para tungstênio ou balanceado para a luz do dia. Um filme balanceado para tungstênio deve ser usado em ambientes fechados em que a principal fonte de luz são as lâmpadas com filamentos de tungstênio. Como a iluminação visível que vem de uma lâmpada é diferente da do sol (luz do dia), a sensibilidade espectral do filme deve ser modificada para produzir uma foto satisfatória. Esse é o fator mais importante ao usar um filme de transparência.

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